quinta-feira, 8 de maio de 2014

Ácidos nucleicos no Lúpus Eritematoso ("DNA produzindo um alarme falso")

O lúpus eritematoso (LE) é uma doença auto-imune em que o sistema imunitário ataca erroneamente os próprios tecidos do corpo. Onde a maioria das pessoas simplesmente sofrer queimaduras solares, os pacientes propensos LE podem desenvolver vermelhidão severa e inflamação na pele exposta ao sol.Imunologistas da Universidade Hospital Bonn, juntamente com o Profs dermatologistas. Thomas Tüting e Jörg Wenzel agora descobriram um mecanismo imunológico que provoca lesões na pele LE. “Nós mostramos como o componente UV da luz solar pode causar danos no DNA em células e, em conseqüência levam a uma resposta de alarme do sistema imunológico inato”, relata Dr. Winfried Barchet, chefe do Emmy Noether-equipa de investigação “Immunorecognition de viral ácidos nucléicos no citosol “no Instituto de Química Clínica e Farmacologia Clínica nas clínicas Universidade de Bonn.
Como o dano ao DNA produz um alarme falso
Alta energia de irradiação UV danifica o DNA no núcleo das células vivas que perecem em conseqüência, e liberam o DNA UV-alteradas. Em pacientes com lúpus esta desencadeia uma cascata de sinalização problemático:. “O sistema imune inato geralmente detecta vírus através de seus ácidos nucléicos Aqui, no entanto, este estado de emergência é declarado erroneamente devido ao acidente no DNA do próprio corpo”, diz o Dr. Barchet. A maioria dos receptores imunes inatos que detectam os ácidos nucleicos virais e, em consequência activar os mecanismos de defesa imunitárias inflamatórias são agora conhecidos.
“Para a indução de sintomas de lúpus, de acordo com nossos dados, o papel decisivo é desempenhado pelo receptor imune muito recentemente descoberto cGAMP-Sintase (CGAS)”, diz o Dr. Barchet. ADN libertado a partir de células moribundas é absorvido pelas células imunitárias e degradada pela enzima TREX1. Quando o ADN celular é UV danificado, no entanto, é ineficaz TREX1 de acordo com os resultados dos investigadores Bonn. DNA danificado acumula e ativa a via de sinalização cgas, tocando, assim, um falso alarme para o sistema imune

terça-feira, 6 de maio de 2014

Entenda a diferença entre vírus e bactéria

Ambos causam doenças, às vezes fatais, mas biologicamente são completamente diferentes. Enquanto bactérias são organismos vivos, vírus não passam de partículas infecciosas.



Os dois não são visíveis a olho nu, se multiplicam rapidamente em um curto período de tempo e podem causar doenças. Mas essas são as poucas características que bactérias e vírus têm em comum.
Bactérias são organismos compostos por uma única célula, que possui tudo que elas precisam para viver: genoma e estruturas celulares que produzem proteínas, abastecendo-as com energia. Esses organismos possuem um metabolismo próprio e se multiplicam ao se dividir.
Tuberculose, cólera, difteria e coqueluche são algumas das doenças causadas por bactérias, que nem sempre são prejudiciais: algumas são vitais para a saúde humana, como as que compõem a flora intestinal e auxiliam na digestão.
Vírus, ao contrário, não são células, mas partículas infecciosas. Eles são compostos, na sua grande maioria, por moléculas de ácido nucleico, envoltas em uma camada proteica. Eles não possuem estruturas celulares que produzem energia, proteína ou possibilitam a multiplicação.
Esses agentes infecciosos são bem menores do que bactérias. Enquanto elas possuem na sua maioria um tamanho de 0,001 milímetro, os vírus chegam a no máximo um centésimo dessa medida.
Medicamento e vacinas
Para muitos cientistas, os vírus são não considerados seres vivos. Eles podem se multiplicar somente com ajuda externa. Ao infiltrar seu material genético em células de outros seres vivos, eles as reprogramam para que produzam somente vírus até arrebentar, liberando assim essas partículas infecciosas.


Cada vírus possui uma célula hospedeira específica. Alguns atacam somente plantas, outros animais e humanos. Há, ainda, aqueles que infectam bactérias. Hepatite, aids, gripe, herpes, rubéola e febre amarela são algumas das doenças causadas por vírus.
Antibióticos agem somente contra bactérias. Como vírus não vivem, não é possível matá-los. Contra eles há somente antivirais, que inibem a multiplicação dessas partículas, por exemplo, ao impedir que eles alcancem as células hospedeiras.
Mesmo assim, os médicos costumam prescrever antibióticos também para infecções virais, pois esses agentes enfraquecem o sistema imunológico, possibilitando o ataque de bactérias ao corpo enfraquecido e, assim, o desenvolvimento de outras doenças.
O antibiótico é prescrito para evitar esse ataque. Tanto bactérias, quanto para vírus, é possível desenvolver vacinas.

Ácidos nucleicos nos vírus


Os vírus possuem como material genético o ácido desoxirribonucléico (DNA) ou o ácido ribonucléico (RNA), nunca ocorrendo os dois tipos de ácidos nucléicos juntos em um mesmo vírus. Existem, portanto, vírus de DNA e vírus de RNA. O ácido nucléico apresenta-se sempre envolto por uma cápsula protéica denominada capsídeo. As proteínas que compõem o capsídeo são específicas para cada tipo de vírus. Cada molécula protéica do capsídeo recebe o nome genérico de capsômero. O capsídeo mais o ácido nucléico que ele envolve são denominados nucleocapsídeo.
Um vírus sempre precisa de uma célula para poder replicar seu material genético, produzindo cópias da matriz. Portanto, ele possui uma grande capacidade de destruir uma célula, pois utiliza toda a estrutura da mesma para seu processo de reprodução. Podem infectar células eucarióticas (de animais, fungos, vegetais) e procarióticas (de bactérias).
A classificação dos vírus ocorre de acordo com o tipo de ácido nucléico que possuem as características do sistema que os envolvem e os tipos de células que infectam. De acordo com este sistema de classificação, existem aproximadamente, trinta grupos de vírus.

Ácido nucleico como consequência da produção do ácido úrico

O ácido úrico também é produzido como consequência da degradação de ácidos nucleicos, os quais contém as bases purínicas(adenina e guanina). Devido à ausência da enzima uricase, os primatas, os seres humanos, o cão dálmata, além de aves e répteis, convertem as purinas em ácido úrico que é assim excretado. Em condições de intensas produções de ácido úrico nos seres humanos, pode ocorrer deposição de ácidos nas cartilagens e nas articulações, principalmente no dedo grande do pé resultando no distúrbio conhecido como gota; também pode ocorrer a cristalização nos rins e na bexiga, ocasionando os cálculos.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

acidos nucleicos.

Transgênico

Transgênicos processo de introdução de um gene exógeno - chamado de transgene - em um organismo vivo, de modo que esse organismo passe a expressar uma nova propriedade e transmita essa propriedade à sua descendência. A transgênese pode ser facilitada por lipossomas, vetores plasmídeos, vetores virais, injeção pronuclear, fusão de protoplastos e canhão de DNA.
Organismos transgênicos são aqueles que receberam materiais genéticos de outros organismos, mediante o emprego de técnicas de engenharia genética. A geração de transgênicos visa obter organismos com características novas ou melhoradas relativamente ao organismo original. Resultados na área de transgenia já são alcançados desde adécada de 1970, quando foi desenvolvida a técnica do DNA recombinante. A manipulação genética combina características de um ou mais organismos de uma forma que provavelmente não aconteceria na natureza. Assim podem ser combinados os DNAs de organismos que não se cruzariam por métodos naturais.
Frequentemente há uma certa confusão entre organismos transgênicos e Organismos Geneticamente Modificados (OGM), e os dois conceitos são tomados, de forma equivocada, como sinônimos. Ocorre que OGMs e transgênicos não são sinônimos. Todo transgênico é um organismo geneticamente modificado, mas nem todo OGM é um transgênico. OGM é um organismo que teve o seu genoma modificado em laboratório, sem todavia receber material genético (RNA/DNA) de outro organismo. 

quinta-feira, 1 de maio de 2014

ELETROFORESE DE ÁCIDOS NUCLÉICOS

ELETROFORESE DE ÁCIDOS NUCLÉICOS
                                                                                               João José de Simoni Gouveia
                                                                                              Luciana Correia de Almeida Regitano
A eletroforese é uma técnica utilizada para separar, identificar e purificar
moléculas carregadas (como DNA e proteínas) (Maniatis, 1987). Este método foi
introduzido por Tiselius, no ano de 1937 (Brammer e Iorczeski, 2002) e é simples,
rápido e capaz de separar fragmentos que não são adequadamente separados por
outras técnicas (Sambrook e Russel, 2002).
A técnica apresenta basicamente um sistema de suporte (gel de agarose, por
exemplo), um tampão no qual está imerso o gel e os eletrodos nas extremidades da
cuba onde estão contidos o tampão e o gel.
 Sob a influência de um campo elétrico, moléculas carregadas e partículas
migram em direção ao pólo oposto. A carga e a massa das moléculas fazem com
que elas migrem em velocidades diferentes e, portanto, propiciam a separação
destas (Westermeier, 2005). Como os ácidos nucléicos (DNA e RNA) possuem
carga elétrica negativa (devido ao grupamento fosfato) eles sempre migrarão em
direção ao pólo positivo. Então, o fator determinante da taxa de migração será a
massa da molécula (quando se fala em ácidos nucléicos, a massa é diretamente
proporcional ao tamanho da molécula).
Existem vários meios de suporte que podem ser utilizados (papel filtro,
membrana de celulose, gel de agarose, gel de poliacrilamida). No caso dos géis, a
porosidade (que tem uma relação direta com a concentração de agarose) determina
o poder de separação (Brammer, 2002). Na escolha do tampão, o principal fator a ser considerado é sua capacidade
tamponante. Os dois tampões mais utilizados na eletroforese de ácidos nucléicos
são o TAE (Tris, Acetato e EDTA) e o TBE (Tris, Borato e EDTA). O TAE é mais
utilizado que o TBE, porém é mais facilmente exaurido durante corridas longas ou
com alta voltagem. O TBE, apesar da melhor capacidade tamponante, deve ser
evitado quando se deseja purificar os ácidos nucléicos do gel (Ausubel, 1994).
Alguns fatores alteram a migração das moléculas através do gel, dentre eles
podemos citar: concentração de agarose, conformação do DNA e intensidade da
corrente.
A concentração de agarose atua de forma importante na eletroforese, pois ela
determina a faixa de tamanho das moléculas de DNA que podem ser separadas.
Para observar ácidos nucléicos em gel de agarose, deve-se corá-los e
submetê-los a uma luz ultravioleta. O corante mais comum é o brometo de etídeo,

que se intercala entre as bases do DNA (Ausubel, 1994).